sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Internacionalização

A internacionalização da indústria de petróleo como paradigma de cartel internacional teve seu início nos primeiros anos da segunda década do século XX, com governos e corporações de Europa e Estados Unidos iniciando uma disputa para se apropriar das jazidas de petróleo do Oriente Médio. A internacionalização aumentou a relevância da competição estratégica no oligopólio internacional das majors, americanas (a antiga Gulf Oil e as companhias “filhas” da divisão da Standard Oil pelo Sherman Act, que deram origem às atuais Exxon Mobil e Chevron Texaco), e européias (as precursoras das atuais BP-Amoco, Royal Dutch Shell e Total Fina Elf).

Como indústria internacional, o desenvolvimento da indústria de petróleo foi marcado por dois paradigmas distintos: a princípio, o crescimento de agentes privados - oriundos sobretudo da divisão da gigante Standard Oil, a grande “construtora” dos primórdios da indústria -, transformando-se nas grandes majors de origem americana (mais tarde adicionadas às majors de origem européia); posteriormente , o desenvolvimento de empresas de origem estatal ou estatizadas, como em Brasil , México e países da OPEP, a saber Nigéria, Venezuela e os países do Oriente Médio. 

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