Pode-se ainda considerar a chamada renda de monopólio, referente ao poder de mercado das firmas. De acordo com a Teoria Microeconômica (VARIAN, 2000), estruturas de mercado caracterizadas por restrições à livre concorrência geram renda de monopólio aos produtores, que é ligada à diferença entre o preço do barril e o seu custo econômico marginal. Tal renda está ligada a existência de um mark-up (margem de lucro lançada sobre este custo marginal) característico das indústrias oligopolísticas, em função do grau de inelasticidade de preço-demanda do mercado.
A indústria de petróleo apresenta características que a marcam como oligopolista, como por exemplo demanda inelástica a preços e grandes barreiras à entrada.
A indústria de petróleo é, na verdade, não apenas uma indústria oligopólica, mas sim um paradigma de organização industrial oligopólica: as decisões de investimento nesta indústria dependem de fatores relativos ao comportamento estratégico dos agentes nos diversos ramos da cadeia. Esta estrutura de concorrência oligopólica da indústria petrolífera está entrelaçada à própria história de desenvolvimento e internacionalização da indústria.
Realmente, os altos custos para se montar uma indústria desse segmento,vem a ser um dos principais fatores de barreira de entrada para esse mercado. Tornando o setor restrito a um número reduzido de empresas.
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