O fato de a indústria de petróleo depender de uma longa cadeia produtiva (da prospecção até o consumo final dos derivados, passando pelo desenvolvimento das jazidas, produção, transporte, refino e distribuição) levou historicamente a uma tendência pela busca constante de integração vertical entre os diferentes ramos da cadeia, e também de integração horizontal.
A busca por integração vertical se baseia sobretudo no risco associado ao segmento E&P (Extração e Produção). É este o segmento da cadeia que absorve a maior parte dos dispêndios de capital dos investimentos da indústria, e nele se baseiam mais fortemente suas rendas diferenciais. A busca por integração horizontal se baseia na desigual distribuição das jazidas ao longo do mundo. Apenas as firmas integradas vertical e horizontalmente são capazes de gerenciar os riscos das atividades de E&P, e investir na escala necessária para a manutenção de um fluxo de caixa futuro apropriado (CLO, 2000).
No ambiente empresarial petrolífero da década de 90, as alianças estratégicas evoluíram para cobrir todos os ramos da cadeia. O segmento que alavancou mais perspectivas nesse sentido foi o de E&P, na medida em que o incremento das reservas provadas, sobretudo para exploração offshore, também trouxe incremento nas reservas de gás natural.
O segmento E&P é o mais relevante da cadeia petrolífera no que tange a riscos, barreiras à entrada, montante de capital requerido e, sobretudo, à geração de valor agregado (renda diferencial petrolífera), afetando profundamente o comportamento estratégico dos agentes. O segmento E&P pode ser dividido em três diferentes sub-segmentos: a exploração, ou seja, o conjunto de operações ou atividades destinadas a fazer a avaliação de áreas, com vistas à identificação de jazidas de petróleo; o desenvolvimento de campos, que é o conjunto de atividades com vistas a adequar o campo para as atividades de produção de petróleo; e a produção, que é o conjunto de atividades de extração de petróleo de uma jazida e de preparo para o seu transporte; este último designa o início do segmento downstream da cadeia, composto de transporte do petróleo cru, refino, distribuição e comercialização de derivados.
Os investimentos em E&P se norteiam na comparação entre os custos da atividade de desenvolvimento de infra-estrutura local, mapeamento e desenvolvimento das jazidas de fronteira e nova produção, e as rendas diferenciais auferíveis da atividade petrolífera. A variável decisória primordial dos investimentos neste segmento da cadeia petrolífera é a tendência de curto e longo prazos do preço do petróleo, pois ao subir o preço do petróleo, produtores que não teriam boa margem de lucro por barril produzido a preços mais baixos passariam a tê-la, e sua produção seria viabilizada; analogamente, preços baixos de petróleo podem ser menores que o custo marginal de extração do barril de produtores de maior custo, inviabilizando sua produção.
Além do fator preço, têm importância as expectativas quanto à evolução temporal da demanda, a evolução da fronteira tecnológica hoje no que tange à exploração offshore em águas cada vez mais profundas, as características particulares dos países alvos dos investimentos; e a manutenção de um nível estável de reprodução econômica das reservas, conceito tratado a seguir. Estas são as variáveis decisórias dos investimentos em E&P das companhias petrolíferas.
O processo exploratório só pode ser considerado bem-sucedido após a perfuração. Ademais, a confirmação da rentabilidade de um investimento depende não só do sucesso exploratório, como também dos níveis de preços atuais e futuros (op. cit., 1998). Assim sendo, a estrutura de riscos ma indústria de petróleo é diferente das existentes em qualquer outra atividade: além dos riscos normais (preço, demanda, desastres, etc.), inclui o risco geológico decorrente da incerteza dos resultados da exploração, e também o risco geopolítico internacional, associado às incertezas da evolução político-institucional dos países hospedeiros. Esta estrutura de riscos leva as empresas a priorizar a manutenção da sua atividade a longo prazo ao invés da realização de lucros a curto prazo. O horizonte de longo prazo leva as firmas a provisionarem o montante de capital necessário com os custos dos investimentos nas atividades E&P: os montantes investidos geograficamente (share por país) correspondem a decisões orçamentárias das companhias realizadas no início de cada ano (CLO, 2000).
No ambiente empresarial petrolífero da década de 90, as alianças estratégicas evoluíram para cobrir todos os ramos da cadeia. O segmento que alavancou mais perspectivas nesse sentido foi o de E&P, na medida em que o incremento das reservas provadas, sobretudo para exploração offshore, também trouxe incremento nas reservas de gás natural.
O segmento E&P é o mais relevante da cadeia petrolífera no que tange a riscos, barreiras à entrada, montante de capital requerido e, sobretudo, à geração de valor agregado (renda diferencial petrolífera), afetando profundamente o comportamento estratégico dos agentes. O segmento E&P pode ser dividido em três diferentes sub-segmentos: a exploração, ou seja, o conjunto de operações ou atividades destinadas a fazer a avaliação de áreas, com vistas à identificação de jazidas de petróleo; o desenvolvimento de campos, que é o conjunto de atividades com vistas a adequar o campo para as atividades de produção de petróleo; e a produção, que é o conjunto de atividades de extração de petróleo de uma jazida e de preparo para o seu transporte; este último designa o início do segmento downstream da cadeia, composto de transporte do petróleo cru, refino, distribuição e comercialização de derivados.
Os investimentos em E&P se norteiam na comparação entre os custos da atividade de desenvolvimento de infra-estrutura local, mapeamento e desenvolvimento das jazidas de fronteira e nova produção, e as rendas diferenciais auferíveis da atividade petrolífera. A variável decisória primordial dos investimentos neste segmento da cadeia petrolífera é a tendência de curto e longo prazos do preço do petróleo, pois ao subir o preço do petróleo, produtores que não teriam boa margem de lucro por barril produzido a preços mais baixos passariam a tê-la, e sua produção seria viabilizada; analogamente, preços baixos de petróleo podem ser menores que o custo marginal de extração do barril de produtores de maior custo, inviabilizando sua produção.
Além do fator preço, têm importância as expectativas quanto à evolução temporal da demanda, a evolução da fronteira tecnológica hoje no que tange à exploração offshore em águas cada vez mais profundas, as características particulares dos países alvos dos investimentos; e a manutenção de um nível estável de reprodução econômica das reservas, conceito tratado a seguir. Estas são as variáveis decisórias dos investimentos em E&P das companhias petrolíferas.
O processo exploratório só pode ser considerado bem-sucedido após a perfuração. Ademais, a confirmação da rentabilidade de um investimento depende não só do sucesso exploratório, como também dos níveis de preços atuais e futuros (op. cit., 1998). Assim sendo, a estrutura de riscos ma indústria de petróleo é diferente das existentes em qualquer outra atividade: além dos riscos normais (preço, demanda, desastres, etc.), inclui o risco geológico decorrente da incerteza dos resultados da exploração, e também o risco geopolítico internacional, associado às incertezas da evolução político-institucional dos países hospedeiros. Esta estrutura de riscos leva as empresas a priorizar a manutenção da sua atividade a longo prazo ao invés da realização de lucros a curto prazo. O horizonte de longo prazo leva as firmas a provisionarem o montante de capital necessário com os custos dos investimentos nas atividades E&P: os montantes investidos geograficamente (share por país) correspondem a decisões orçamentárias das companhias realizadas no início de cada ano (CLO, 2000).

Nenhum comentário:
Postar um comentário